Uma professora, durante a graduação em Letras Português, perguntou quem queria ser professor. Quando chegou a minha vez eu disse que não, pois pra isso seria preciso ter muita paciência e isso eu não tinha.
Falei instintivamente, mas algo em mim já sabia que tal profissão jamais poderia ser uma boa opção para o meu perfil.
Trabalhava no correio e tive a falta de sorte de nascer num lugar em que o campus universitário só ofertava Letras e Pedagogia.
Nunca me interessei pelo curso e mesmo assim me formei.
Anos se passaram e eu fui demitido da ECT chegando a passar 8 meses sem salário. Entrei com um processo trabalhista de reintegração e ganhei.
Embora tenha recebido os proventos do período que fiquei fora da empresa, decidi que não passaria por aquilo de novo e então me dediquei ao Concurso para Professor Efetivo do Estado do Acre.
O salário dos educadores havia aumentado por causa do nível superior e era o dobro do Correio.
No entanto, todos os meus conhecidos diziam que não era a alternativa ideal para mim. Eu mesmo, lá em Porto Velho, cheguei a sentir uma angústia no peito enquanto assinava o termo de rescisão. Mas eu precisava tentar, mergulhar nesse mundo que eu conhecia apenas como aluno.
Quantas pessoas me disseram: 'tu tem certeza? Aluno não quer mais nada com estudo'; 'aluno está muito cheio de direito'...
Só que nos primeiros anos tive turmas maravilhosas. Conheci pessoas nota 1000. Dava aula no meu tom de voz normal sem precisar falar mais alto. Era como uma conversa entre amigos.
Nas aulas práticas de redação vinha aluno de outras escolas. Todos queriam passar no Vestibular da UFAC e eles aceitavam o incentivo que eu lhes dava. Fizemos coisas incríveis, tais como musicais, peças teatrais, vídeos, curtas-metragens...
Até cheguei a pensar que a minha intuição havia se enganado. Hoje tenho certeza de que algo no interior da pessoa sempre conhece o que é melhor para ela. A sensação ruim sempre precede eventos negativos e o oposto disso também é verdadeiro.
Infelizmente, diferentemente de outras profissões, no ano seguinte seriam outros alunos e talvez o que tinha dado certo com os do ano anterior não daria certo com esses.
Nunca me interessei pelo curso e mesmo assim me formei.
Anos se passaram e eu fui demitido da ECT chegando a passar 8 meses sem salário. Entrei com um processo trabalhista de reintegração e ganhei.
Embora tenha recebido os proventos do período que fiquei fora da empresa, decidi que não passaria por aquilo de novo e então me dediquei ao Concurso para Professor Efetivo do Estado do Acre.
O salário dos educadores havia aumentado por causa do nível superior e era o dobro do Correio.
No entanto, todos os meus conhecidos diziam que não era a alternativa ideal para mim. Eu mesmo, lá em Porto Velho, cheguei a sentir uma angústia no peito enquanto assinava o termo de rescisão. Mas eu precisava tentar, mergulhar nesse mundo que eu conhecia apenas como aluno.
Quantas pessoas me disseram: 'tu tem certeza? Aluno não quer mais nada com estudo'; 'aluno está muito cheio de direito'...
Só que nos primeiros anos tive turmas maravilhosas. Conheci pessoas nota 1000. Dava aula no meu tom de voz normal sem precisar falar mais alto. Era como uma conversa entre amigos.
Nas aulas práticas de redação vinha aluno de outras escolas. Todos queriam passar no Vestibular da UFAC e eles aceitavam o incentivo que eu lhes dava. Fizemos coisas incríveis, tais como musicais, peças teatrais, vídeos, curtas-metragens...
Até cheguei a pensar que a minha intuição havia se enganado. Hoje tenho certeza de que algo no interior da pessoa sempre conhece o que é melhor para ela. A sensação ruim sempre precede eventos negativos e o oposto disso também é verdadeiro.
Infelizmente, diferentemente de outras profissões, no ano seguinte seriam outros alunos e talvez o que tinha dado certo com os do ano anterior não daria certo com esses.
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